O
Criado por um chinês, cultivado pelos italianos, o macarrão
deu certo no Brasil também. A fórmula é simples
e econômica e o repertório, variado. De tal forma que saborear
uma boa massa virou programa (como atestam as inúmeras casas
especializadas na sua venda e serviço). No mais, há sugestão
para se experimentar o prazer de preparar (integralmente) o macarrão
em casa: da massa ao recheio, sem esquecer do molho.
Consta-se
que foi Marco Pólo quem trouxe o macarrão da China. Mas
os italianos, provavelmente insatisfeitos com o fato de que o prato
mais popular de sua cozinha tenha origem chinesa, acabaram descobrindo
que no testamento do militar genovês, Punzio Bastone, lavrado
pelo tabelião Ugolino Scarpa, em 2 de fevereiro de 1279, 13 anos
antes da chegada de Marco Pólo, havia, de herança, uma
caixa de "macarrones", ou seja, massa seca. Os americanos,
porém, vão mais além. Garantem que antes da fundação
de Roma, o macarrão já era conhecido.
Mas
tudo indica que, ao contrário do que se pensa, a origem do macarrão
não é italiana, mas sim chinesa. O macarrão foi
descoberto pelo explorador Marco Pólo, no século XIII,
na China, em uma de suas famosas viagens. De volta á Itália,
difundiu o tipo de alimento, que teve a aprovação dos
italianos, tendo em seguida se espalhado por toda a Europa. Baseado
na filosofia chinesa de comida natural, a massa utilizada na elaboração
do macarrão é feita, desde aquela época, a partir
de ovos frescos, farinha de trigo e água pura.
INTRODUÇÃO
DO MACARRÃO NO BRASIL
No
Brasil, a introdução do macarrão em nossos hábitos
alimentares coube aos imigrantes italianos, principalmente na região
Sul. O crescente interesse fez surgir pequenas fábricas de macarrão
no país, tendo sempre como mão de obra, a família
italiana. Sendo uma produção rudimentar, e baixo volume
e bem caseira, até começar a surgir as primeiras indústrias
de fabricação de massas alimentícias, possuindo
nos dias atuais modernas máquinas de fabricação
do macarrão.
ACEITAÇÃO
DO CONSUMIDOR E PERFIL DO PRODUTO
Nenhum
prato estrangeiro conseguiu tanta aceitação entre nós,
como o macarrão. Adotado principalmente porque é de fácil
preparo, econômico e ainda simples de acompanhar, o macarrão
é considerado um prato completo, uma refeição sem
problemas. Quando preparado apenas com farinha e água, o macarrão
tem apenas grande valor calórico, devido à elevada porcentagem
de hidrato de carbono nele contida. Mas pode ser enriquecido com a adição
de outros alimentos, como queijo, ovos, leite, carne, hortaliças,
frutos do mar, etc.
Existem
duas opções de compra: o fresco e o seco. O primeiro é
encontrado acondicionado em pacotes de plástico, em supermercados,
e se conserva em embalagens originais, por algumas semanas. O macarrão
fresco pode ser adquirido em casas especializadas e deve ser consumido
no mesmo dia.
O
tempo de cozimento depende do tipo e formato da massa. Os mais comuns,
como o Padre Nosso, Estrelinha, Argolinha, Ave-Maria, Conchinha, têm
formato pequeno e cozinham rapidamente. Pode ser usado para engrossar
caldo ou em combinação com legumes. Para macarronada,
de preferência aos seguintes tipos: Espaguete, Furadinho, Fuzile,
Talharini, Rigatone, Ninhos, Concha, Pena, entre outros. Estes podem
ser servidos, depois de cozidos em bastante água, com molhos
e guarnições diversas.
Fontes:
Publicações de diversos jornais:
Correio Braziliense - DF
O Globo - RJ
Folha da Tarde - SP
Dados fornecidos para as Fontes: Empresas do Setor